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29 de janeiro de 2011

Rolos do Mar Morto


Rolos do mar Morto é o nome que se tem dado a uma coleção de manuscritos (e alguns fragmentos de manuscritos) muitos antigos escrito em hebraico, aramaico, e grego. Estes pergaminhos foram encontrados em várias cavernas das estéreis colinas do deserto da Judéia, ao oeste do mar Morto. Eles representam a descoberta arqueológica mais sensacional e mais importante de nossa época. Mas da terça parte deles são livros do Antigo Testamento, e são pelo menos 1.000 anos mais antigos que os primeiros manuscritos do Antigo Testamento até agora conhecidos. Incontáveis livros e milhares de artigos eruditos têm sido escrito sobre esses manuscritos guardados em forma de rolos, embora muitos desses rolos não tenham sido ainda estudados nem traduzidos. A descoberta dos pergaminhos comessou em 1947, quando um jovem pastor árabe sentiu falta de uma de suas cabras. Enquanto a buscava em um dos encarpados vales dos arredores, lançou uma pedra dentro de uma das cavernas da ladeira, e ouviu que lhe pareceu o som de uma vasilha de barro se quebrando. O jovem pastor chamou seu ajudante, e os dois entraram na caverna, onde encontraram alguns jarros de cerâmica de 63 a 74 centímetros de altura, e aproximadamente 25 centímetros de largura. Dentro das vasilhas de barro, encontraram alguns objetos que pareciam múmias em miniaturas. Porém, os objetos eram na verdade rolos de couro que estavam envolvidos em pedaços quadrados de telas de linho, e coberto com uma substância resinosa parecido com o breu, possivelmente procedente do mar Morto. Com a vaga idéia de que tinham descoberto “antikas”, algo que poderia rende-lhes dinheiro, dividiram entre se os rolos e partiram para Belém, onde localizaram um negociante de antiguidades e lhe ofereceram os rolos por 30 libras esterlinas. O negociante de antiguidades não quis compra-los. Depois disto eles se dirigiram para Jerusalém, onde após, regatearem por várias semanas, venderam quatro dos rolos a Athanásio Samuel, o arcebispo do mosteiro sírio ortodoxo de São Marcos, e outros três deles a E. L. Sukenik, um professor de arqueologia na universidade hebraica de Jerusalém. Os pastores árabes revelaram a localização da caverna onde haviam encontrado os pergaminhos, mais a guerra entre árabes e judeus impossibilitou a investigação científica até fevereiro de 1949, depois foram feitas escavações no local, no transcurso de três semanas encontraram aproximadamente 800 fragmentos de rolos, pertencentes a aproximadamente 75 diferentes rolos de couro. O que mais impressionou os escavadores foi o lugar onde se copiavam os manuscritos, ou sala para escrever, de 13 por 4 metros. Ali estava as ruínas de uma mesa estreita de alvenaria de cinco metros de comprimento, e duas mesas menores, assim como também um banco comprido, aderido a parede. Nos escombros espalhados no piso dessa sala havia três tinteiros, um dos tinteiros continha um resíduo de tinta seca, feita de carvão e de goma. Perto dali havia uma bacia dupla para lavar as mãos, possivelmente usada para lavagens cerimoniais, antes e depois do trabalho com os manuscritos sagrados.                                     

Foram inspecionadas 37 cavernas em Qumran durante 1952, e se constatou que continham vasilhas de barro; onze delas também continham material manuscrito. Na caverna II foram encontrados fragmentos bíblicos e apócrifos, entre os quais estavam uma porção dos livros dos jubileus e um documento em aramaico que descrevia a nova Jerusalém. Na cova III foram encontradas 274 porções de manuscritos, e dois rolos de cobre. Na cova IV foram encontrados mais de 400 manuscritos e quase 100.000 fragmentos, que variavam em tamanho desde o de uma unha de polegar até o de uma folha de papel ofício. Em conjunto foram encontrados nessas onze covas os restos de mais de 500 diferentes manuscritos ou grandes porções de manuscritos, assim como também milhares de fragmentos. Quase um terço dos manuscritos são livros do Antigo Testamento; os demais são comentário de alguns livros do AT, livros apócrifos, livros sapienciais, hinos e salmos, liturgias, obras teológicas e obras relacionadas com as pessoas que viveram em Qumran e copiaram os rolos. Há manuscritos e fragmentos de manuscritos de todos os livros do Antigo Testamento, exceto do livro de Ester. Deduz-se pela quantidade de cópias encontradas de cada livro que os mais populares desses eram Isaias, Salmos, Deuteronômio e Gênesis. Estes livros estavam escritos em rolos de couro. Alguns foram escritos em papiro, e um em cobre. Os mais importantes e melhores preservados de todos esses manuscritos, foram achados pelos jovens pastores na caverna I. Os quatros adquiridos pelo mosteiros de São Marcos foram: O Manual de disciplina; O Comentário de Habacuque; O Rolo de Isaias; O qual está escrito em dezessete folhas de pergaminho, unidas mediante as costuras de seus extremos, formando um rolo de 7,5 metros de comprimento e 26 centímetro de altura. Este é o maior e melhor conservado de todos os rolos, e está de acordo em quase todos os sentidos com nossos textos hebraicos tradicionais, usados inclusive, na versão que serviu de base á nossa Edição Contemporânea (1990).                                                        
Os outros três rolos que foram adquiridos pelo o professor E. L. Sukenik, foram: A Guerra dos filhos da luz contra os filhos das trevas; Os Salmos de ação de graças; e um segundo rolo do livro de Isaias; Do qual os 37 primeiros capítulos estão gravemente desintegrados, mas os capítulos 38 ao 66 estão em condições aceitáveis.                         

Gólgota

Calvário ou Gólgota, ambas as palavras, a primeira deriva do latim e a segunda do aramaico, significam “a caveira” ou “o lugar da caveira”, e fazem referência ao lugar onde cristo foi crucificado (Mt 27:33; Lc 23:33). Se o chamavam “o lugar da caveira” por ser um lugar de execução (um lugar onde havia caveiras), ou porque o lugar se parecia com uma caveira, não se sabe ainda hoje. A localização exata do calvário é atualmente desconhecida devido ao fato de Tito ter destruído Jerusalém no ano 70 d.C. Durante uns 60 anos, a cidade permaneceu em total ruína. Poucos cristãos regressaram para viver ali, e os que o fizeram certamente eram meninos quando fugiram da cidade, e ao regressarem não tiveram condições de reconhecer nenhum lugar em meio a devastação total ocorrida 60 anos antes. As Escrituras somente indicam que a horrenda tragédia aconteceu na parte de fora dos muros, em um lugar proeminente que podia ser visto de longe. O calvário encontrava-se mais ou menos próximo de uma porta da cidade, e perto de uma rua, que evidentemente passava através da porta e diante do lugar de execução (Mt 27:39; Lc 23:49; Jo 19:20; At13;12). João declara que o túmulo encontrava-se em um horto nas proximidades (Jo 19:41). Têm sido sugeridos vários lugares de provável localização da sepultura, mas só dois deles são considerados hoje com seriedade. Um é o interior da igreja do Santo Sepulcro, e o outro é o calvário de Gordon, com sua tumba do jardim.

Giom

Conhecida hoje como o manancial das virgens, é um manancial (ou fonte) intermitente de água pura que brota das profundidades do vale de Cedrom, a leste de Jerusalém e diante da aldeia de Siloé. Desde a antiguidade, este tem sido o único manancial contínuo que se encontra próximo de Jerusalém. Na realidade a cidade estava localizada nesse antiplano por causa do grande abastecimento de água. Os moradores Jebuseus de Jerusalém escavaram um profundo canal (ou túnel subterrâneo a oeste do manancial, que conduzia a cidade sob os muros e lhes permitia retirar a água sem ter que sair fora dos muros da cidade. Supõe-se que este túnel do manancial foi o “canal de água” através do qual Joabe conduziu seus soldados ao interior da cidade, tomando a guarnição de surpresa, e se convertendo em general do rei Davi (2 Sm 5:8). Depois que Davi conquistou a cidade este túnel subterrâneo tornou-se cada vez menos necessário, já que parece que Davi construiu um depósito (tanque) superior e outro inferior, onde armazenava a água para o consumo interno, e para regar os jardins do vale dos reis. Os arqueólogos descobriram o túnel e o poço através do qual obtinham água. No final do túnel havia um tanque e um poço que conduzia ao cume de uma colina dentro da cidade. Na parte de cima do poço havia um arco de ferro, através do qual tinham passado uma corda para se retirar água do tanque. Salomão foi coroado no manancial de Giom, e em seguida regressou a cidade montado na mula real de Davi. Isto significava perante o povo que ele era agora seu rei, conforme seu pai havia sido antes dele. As muitas destruições de Jerusalém tem enchido o vale de Cedrom de uma quantidade considerável de escombros, tanto assim que hoje em dia para alcançar o manancial de Giom há uma descida pronunciada de 30 degraus até se chegar a água. O manancial, todavia, flui só quatro ou cinco vezes por dia na temporada das chuvas, e só durante uma ou duas vezes durante a seca estação de verão.

Arabá

A planície, o deserto. Arabá é esse profundo vale que forma a mais admirável característica da palestina, e se estende, de ambos os lados do Jordão, desde acima do mar da Galiléia, ao norte, até ao Golfo Elantíco do mar Vermelho, constituindo uma das mais notáveis depressões na superfície do globo. A parte meridional deste vale irregular, é duma maneira especial ao sul do mar Morto, ainda tem o nome de Arabá, sendo particularmente interessante pelo o fato de ter sido ali o teatro das peregrinações dos filhos de Israel, depois que foram repelidos do sul da terra prometida. É, na maior parte uma região pavorosamente desolada, listrada de raríssima vegetação sob um sol ardente: “Terra seca e deserta, terra em que ninguém habita, nem passa por ela homem algum” (Jr 51:43). A palavra acha-se em Josué 18:18; mas geralmente em lugar de Arabá vem o termo “planície”. As explorações na superfície, e algumas escavações menores, resultaram na descoberta de várias ruínas de aldeias, e muitas minas de cobre e prata, de onde se extraiu mineral nos tempos de Salomão (do ano 1.000 ao ano 900 a.C).

Acéldama (ou Campo do Oleiro)

Traz á nossa memória a ocasião trágica quando Judas vendeu o Senhor por 30 moedas de pratas, e em seguida já em desespero, devolveu o dinheiro, e se enforcou. “E os príncipes dos sacerdotes...compraram com elas o campo do oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso aquele campo até o dia de hoje tem sido chamado campo de sangue” (Mt 27:6-8). No extremo leste da ladeira sul do vale de Himom existe uma área desértica e pedregosa, de quase um hectare, conhecida como o campo do oleiro desde os tempos de Jerônimo (400 d.C). Ali em uma cova natural e extensa têm sido sepultados os estrangeiros e indigentes através dos séculos. A tradição insiste que este é o mesmo lugar da “casa do oleiro” que Jeremias visitou (Jr 18:1-4), e que tempos depois os sacerdotes compraram com o dinheiro da traição, para servir de cemitério aos estrangeiros. A atual localização deste lugar pode estar certa , pois satisfaz os requisitos bíblicos e é aceita por muitas autoridades.

En-Rogel

Conhecido agora como o poço de Jô. Era um marco familiar que separava o território de Benjamim do território de Judá (Js 18:16). Estava localizado no extremo mais baixo do vale de Cedrom, no ponto exato onde se unem os vales de Himom e de Cedrom. Este se encontra perto de Jerusalém. Todavia, não podia ser visto da cidade, pois quando Jônatas e Aimaás esperavam notícias para informar a Davi sobre os movimentos de Absalão, permaneceram em En-Rogel, “pois não podiam ser vistos entrar na cidade” (2 Sm 17:17). E também quando Adonias disse: “eu reinarei” (I Rs 1:5), ele se encontrava presente para a frustrada cerimonia de coroação, enquanto que Salomão e as forças leais, um pouco tardiamente, se encontravam mais acima do vale de Cedrom, na fonte de Giom (chamada atualmente a fonte da virgem). Eles apressadamente completaram a cerimonia de coroação, depois da qual o povo passou a gritar: ”viva o rei Salomão!” (I Rs 1:9-39). O poço En-Rogel tem agora uma profundidade de aproximadamente 38 metros e transborda durante a época das fortes chuvas invernais, depois do qual pode fluir por dois ou três dias. Depois disso se converte em uma grande atração para muita gente de Jerusalém, que se reúne em multidão para visitar o “Cedrom que fluí

Vale do Cedrom

É o nome dum ribeiro , cuja nascente está a noroeste de Jerusalém, desliza para o oriente pelo lado setentrional até a distãncia de 2,5 quilômetros; depois dá uma volta apertada para o sul passando entre a cidade e o monte das oliveiras; contrai-se então, e desce rapidamente, sendo depois o seu leito profundo estreito e escuro, pelo o qual só correm água durante as grandes chuvas do inverno. Liga-se ao vale de Hinom, 200 metros abaixo do deu ponto de partida, e daí segue, tomando a direção do sudeste até ao mar Morto. A palavra Cedrom é, segundo alguns escritores,o genitivo plural grego de cedro, significando “dos cedros”, e talvez seja corrupção popular pela semelhança no som com a palavra hebraica Kidron (escuro). Foi atravessado por Davi, quando fugiu de Absalão (2 Sm 15:23); e por Jesus, no seu caminho para o monte das oliveiras e para o jardim de Getsêmani (Jo 18:1). Nele se lançavam ídolos e outras impurezas (2 Rs 23;4,6,12; 2 Cr 29:16). Hoje é vulgarmente conhecido por vale de Josafá. As escavações revelam que entre 21 a 24 metros de lixo têm-se acumulado no vale, e que o leito do arroio foi empurrado para o leste, chegando esse desvio a 21 metros em alguns lugares. Todavia, isso não é surpreendente, já que o lixo da cidade e os pedaços dos subsequentes muros têm-se acumulado nesse vale durante séculos.  

Engedi ( A Fonte do Cabrito)


Ain Jidy, “a fonte do cabrito” è um lugar célebre, localizado a uns 122 metros sobre a costa ocidental do mar Morto, onde grandes fontes de água morna fluem de sob os penhascos de pedra calcária, e caem em forma de cascata em uma planície pequena, porém fértil, de 80 metros de largura e um quilômetro e meio de comprimento. A aldeia (ou povoado) de Engedi estava localizado possivelmente em um nível mais baixo que o manancial, na margem da planície, como indicam as ruínas espalhadas das obras de alvenaria. A um nível mais alto nos arredores da fonte, a penhascos e uma zona silvestre chamada a floresta de Engedi, que ninguém podia subestimar como lugar de refúgio. Existem numerosas cavernas na região, algumas das quais deu proteção a Davi, e a seus seguidores quando eles habitaram ali por algum tempo “nos lugares fortes de Engedi” (I Sm 23;29). O rei Saul, com três mil homens, buscou a Davi nesse “penhasco de cabras silvestres”. Foi em uma dessas cavernas que Davi, sem ser visto cortou a orla do manto de Saul (I Sm 24:22). Nas escavações dessas cavernas, foram encontradas peças de alvenarias e outros restos indicadores de ocupação antiga

Berseba ( Poço do Juramento)


Era o centro da vida patriarcal. Este nome significa “poço do juramento”, e se originou com o pacto entre Abraão e Abmeleque, rei de Gerar. Dois dos poços nessa região são muito antigos, e acredita-se que tiveram alguma ligação com os patriarcas. Possivelmente estes foram os mesmos poços que eles e seus servos cavaram. São de forma circular. O mais largo tem 3,8 metros de diâmetro e aproximadamente 20 metros de profundidade. Em uma das pedras lavradas que revestem o poço, foi encontrada uma data indicando que se havia realizado reparos ali no século 12 d.C. A antiga borda de pedra, profundamente gastas pelas cordas usadas para tirar água durante séculos, foi substituída por um parapeito mais novo, e um mecanismo mais moderno, foi instalado para fazer subir a água. Contudo, muitas manadas de camelos, de gados e de ovelhas matam a sede ali diariamente em bebedouros de pedras lavradas e cimentada.

Pilar de Absalão

O belo monumento conhecido como pilar de Absalão, localizado no vale de Cedrom, a leste de Jerusalém, ainda que seja algo raro apoia o relato bíblico que diz que "Absalão, quando ainda vivia, tinha levantado para se uma coluna, que está no vale do rei, pois pensava: não tenho nenhum filho para conservar a memória do meu nome" (2 Sm 18:18). O monumento tem 14,3 metros de altura. Sua parte inferior, é uma massa sólida de rocha de aproximadamente dois metros quadrados e de 6,6 metros de altura, completamente separado da rocha do penhasco por brechas cortadas de 2,8 metros de largura, e está adornado com colunas jônicas. Sua parte superior consta de uma estrutura circular unida por um fio modelado, que tem na parte de cima uma ponta encurvada em forma de funil, feita de uma pedra artisticamente lavrada. Na parte interior há uma habitação de 2,42 metros quadrados, com tumbas incorporadas em ambos os lados. esse monumento pode ter sido esculpido por Absalão e seus homens, mas se isso é certo seus adornos exteriores foram possivelmente acrescentados mais tarde. Em sua condição atual, a coluna data da metade do segundo século, ou do início do primeiro a.C., a menos que Absalão, á semelhança de seu irmão Salomão tenha empregado desenhos arquitetônicos muito mais avançado que os de sua época.

Tanque de Betesda

Betesda era o nome que davam a um tanque rodeado de cinco pórticos de onde brotava um manancial. Jesus curou ali um homem que havia estado enfermo durante 38 anos (Jo 5:2). O único registro que indica sua localização situa-o “perto da porta das ovelhas”. Estaria supostamente localizado no setor noroeste da cidade, pois segundo Josefo e algumas autoridades da antiguidade, em Jerusalém, o mercado principal das ovelhas se encontrava ao norte da área do templo. Realmente, o mercado árabe das ovelhas foi localizado fora da porta de Herodes. Da mesma forma, o mapa de Medeba (século quinto) localizou o tanque nesse setor, conhecido como Bezatha. Foi feita uma expedição e os escavadores desenterraram a área total até ao nível romano, descobrindo dois grandes tanques com cinco pórticos, e numerosos fragmentos de colunas e captéis, tudo isso em estilo romano, mas evidentemente um pouco mais recente que a época de Cristo. Havia degraus empinados em forma de espiral que conduzia  à parte de baixo, onde se encontrava os tanques. Em uma parede proeminente de um dos pórticos os escavadores encontraram a pintura de um anjo no ato de agitar a água. Aqui estava situada Betesda , segundo a tradição da igreja primitiva.

Caverna de Adulão


A gruta que com frequência serviu como sede secreta a Davi e a seus 400ou 600 de seus homens, tem sido situada tradicionalmente no deserto da Judéia, sobre o inclinado precipício sul de Wadi Khareitun. Uma enorme pedra rachada, de muitas toneladas de peso, quase obstrui a entrada da gruta. Perto dali, há um manancial de água corrente clara e fresca. O único acesso à cova é através de uma abertura de uns 2,2 metros de altura. Na parte do centro há uma passagem sobre o estreito que conduz a uma cova pequena, e partindo dela uma passagem serpente ante leva a um grande quarto, que mede aproximadamente 473 metros quadrados. Existem passagens estreitas que se ramificam e conduzem a outros quartos de grande tamanho, alguns dos quais se encontram em níveis mais baixos, e com espaço suficiente na parte interior para 1 000 homens. O lugar reúne as características que lhe são dadas nos relatos bíblicos, onde Davi se ocultava com frequência.

O Poço de Jacó

Está a 800 metros ao sul de Sicar, na estrada alta de Jerusalém. Está situado perto da tumba de José, no terreno adquirido por Jacó, e é um dos lugares mais autênticos de todas as terras bíblicas. Os samaritanos, os judeus, os muçulmanos, o veneram como o poço que Jacó cavou, e a beira do qual Jesus se sentou quando conversou com a mulher samaritana que tinha vindo tirar água. A tradição samaritana remota-se a mais de 23 séculos, e está refletida no comentário que a mulher samaritana fez a Jesus: o nosso pai Jacó... nos deu este poço (Jo 4:12). Aqui foi construída uma igreja cristã no século quarto. Os cruzados encontraram a igreja em ruínas e a edificaram, mas esta foi destruída durante o século doze, e suas ruínas jazem como um montão de pedras paradas, sobre o poço. A antiga borda do poço está a muitos metros abaixo do nível atual, e mostram profundas fendas que foram produzidas pelas cordas com as quais puxavam odres ou vasilhas de água. O poço mede 2,3 metros de circunferência, sua parte superior está revestida com obra de alvenaria, mais sua parte inferior foi cavada na pedra calcária. A água é fria, e refrescante, já que o poço é profundo, e é não só uma cisterna, mas um manancial, ou seja, alimenta-se tanto de água da superfície como de uma fonte subterrânea.

Monte Nebo

O monte de cima do qual Moisés contemplou a terra prometida, é com toda probabilidade a atual Jebel Neba, uma ramificação proeminente da cordilheira de Abarim que forma o altiplano moabita. Este monte encontra-se a 19 quilômetros a leste da desembocadura do rio Jordão, e a cinco quilômetros a oeste de Medeba. Está situado a mais de 1.220 metros acima do nível do Mar Morto, e oferece uma vista clara e esplêndida de grande parte da Palestina, imediatamente a oeste do Jordão. Desde o ano de 993 d.C, muitos peregrinos tem afirmado que havia uma igreja nesse lugar, a qual era conhecida como uma pequena igreja, entre os primeiros peregrinos. Mas por volta do século sexto, Pedro, o Ibérico, a descreveu como um grande templo, cujo nome foi dado em honra ao profeta Moisés. As escavações realizadas pelos franciscanos, confirmam as histórias dos primeiros viajantes, que encontraram uma pequena igreja nesse lugar. A igreja foi ampliada no fim do século quinto e, conforme tudo indica, destruída por um terremoto no final do sexto século, e reedificada no ano 597. Em dias claros, é possível parar no aterro ao redor e ver nitidamente as torres do monte das Oliveiras de Jerusalém.

Monte Sião

Era a colina oriental de menor altura em Jerusalém, conhecida como Ofel (2 Cr 27:3;33:14). Mais tarde quando o monte Moriá se converteu na colina do templo, e quando a arca da aliança foi trazida da cidade de Davi ao templo, seu nome mudou (I Rs 8:1;2 Cr 5:2). Este se converteu em Sião, o mais importante de todos os lugares sagrados para os profetas e povos desses séculos. Isaías disse acerca dele: ... criará o Senhor sobre toda a extensão do monte Sião, e sobre as suas congregações, uma nuvem de dia, e uma fumaça e resplendor de fogo chamejante de noite ( Is 4:5). E Jeremias disse: Haverá um dia em que gritarão os vigias sobre o monte de Efraim: levantai-vos, e subamos a Sião, ao Senhor nosso Deus (Jr 31:6). E do monte de Sião, Zacarias disse: Assim diz o Senhor dos Exércitos: zelo por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelo por ela. Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém (Zc 8:2,3). Em certos escritos bíblicos, Sião é o equivalente de Jerusalém, capital religiosa do povo de Deus. ( Is 28:16; Rm 9:33).

Monte das Oliveiras

O monte das oliveiras (Jebel et-Tur) é a montanha localizada na parte oriental de Jerusalém (Ez 11:23). A Cidade está separada do monte só pelo vale do cedron, que tem 800 metros de largura. Na parte central do monte se encontra a chamada igreja da ascensão, erigida originalmente durante o quarto século com os recursos fornecidos pelo imperador Constantino. encontra-se também a igreja do Pai Nosso, construída no ano 1868, para perpetuar a tradição de que neste lugar, Cristo teria ensinado o Pai Nosso aos discípulos. Foi descoberto também um cemitério antigo perto do lugar tradicional onde Jesus chorou sobre Jerusalém. Foi-se examinado as tumbas, e segundo os cálculos, o cemitério estava em uso durante o primeiro século d.C. Foram encontrado uns 36 ossários (cofres de sepulturas), que correspondiam ao primeiro século, e nos quais estavam escritos nomes como os de Jairo,Simão Barjonas, Maria, Marta e Siloé. Um dos ossários representa o nome de Judá, o prosélito de Tiro, junto com um símbolo cristão, outro tem uma cruz cuidadosamente desenhada, e em outro estão combinadas as letras gregas Iota, Chi e Beta, que segundo os especialistas poderiam representar Jesus Cristo Rei. Ninguém acredita que este seja o lugar onde Jesus foi sepultado, mas o cemitério provavelmente pertence a umas das primeiras comunidades cristãs judaicas de Jerusalém.

Monte Hermon

O Caudilho das montanhas da Palestina, mede oito quilômetros de largura por 32 de comprimento. Tem três picos, os mais altos dos quais está a 2.796 metros acima do mar Mediterrâneo. Durante séculos, antes da época de Abraão, o monte foi venerado por sua estreita relação com baal. O culto de baal era a religião predominante em Canaã. Na maioria dos picos altos do país havia altares conhecidos como lugares altos; quanto mais altos eram mais o consideravam sagrados. Nesse lugar foram plantados bosquezinhos de árvores e erigidos altares para a adoração. Como o Monte Hermon ultrapassava todos os montes da região, era considerado como o lugar alto mais importante, o altar dos altares. Os cananeus olhavam para o Monte Hermon da mesma forma como os mulçumanos olham hoje para Meca quando oram. Foram realizadas várias expedições, em uma delas foram encontrada as ruínas do templo de baal, edificado com obra de alvenaria herodiana, indicando que datava de uma época imediatamente anterior e contemporânea do início da era cristã. Era um lugar baixo, perto do extremo noroeste do templo, foi escavado e encontrado montões de cinzas e ossos queimados que haviam sido depositados alí com restos de sacrifícios. É evidente que este templo de baal estava em pleno uso quando ocorreu a transfiguração de Jesus no cume do sul.

Getsêmani

O jardim de Getsêmani era um olival, com sua prensa de azeite, localizado na ladeira ocidental do monte das oliveiras, separado de Jerusalém pela corrente de Cedrom. O jardim era o lugar isolado onde Jesus ia frequentemente com seus discípulos. Ali também ele orou com agônia, antes de ser traido por Judas (Lc 22:39-44). Uma tradição do século quarto, situa o jardim a uns 46 metros a leste do poente do Cedrom, onde atualmente há uma área cercada (mais ou menos meio hectare) na qual se encontra um grande números de belas flores, além de oito nodosas oliveiras, muito antigas e extraordinariamente grandes. Acredita-se que essas árvores datem de tempos tão remotos como a época do Senhor. A doce simplicidade em que se mantém o jardin, assim como a sua tranquilidade fazem dele um lugar adequado para a meditação. Milhões de pessoas visitam o lugar e se impressionam profundamente. Todavia, de vez em quando surge a dúvida: O jardim era por acaso tão pequeno, e as árvores podem ser assim tão antigas? Josefo declara que Tito mandou cortar todas as árvores dos arredores de Jerusalém durante o assédio no ano 70 d.C. Isso pode ter acontecido; porém, ao se cortar as oliveiras os troncos tornam a e brotar e a árvore sobrevive indefinidamente.

Monte Gerezim

O monte Gerezim e o monte Ebal, são montanhas gêmeas localizadas na Palestina central. Ebal ergue-se a 938 metros acima do nível do mar, e Gerezim a 868 metros. Estes dois montes tem representado um papel importante na história primitiva de Israel e dos samaritanos desde o ano 700 a.C até ao presente. O monte Gerezim tem sido chamado geralmente o monte da bênção, porque depois de cruzar o rio Jordão Josué colocou a metade dos seus homens diante do monte Gerezim e a outra metade diante do monte Ebal, as bençãos sobre aqueles que guardassem as leis eram pronunciadas no monte Gerezim, e as maldições sobre os que violassem vinham do monte Ebal (Js 8:30-35). A parábola de Jotão acerca das árvores foi contada mais tarde aos homens de Siquém, estando o narrador posicionado em uma protuberância notável ( no cume do monte), essa protuberância é hoje conhecida como o pulpíto de Jotão. Depois de regressarem do cativeiro babilônico, os judeus negaram aos samaritanos o privilégio destes ajudarem na reconstrução do templo de Jerusalém, consequentemente os samaritanos estabeleceram seu próprio sacerdócio, e edificaram seu próprio templo sobre o monte Gerezim. Este templo foi destruido depois por João Hircano em torno do ano 128 a.C. Todavia, a mulher samaritana disse a Jesus no poço: "nossos pais adoraram nesse monte" (João 4:20).Até o dia de hoje, a pequena seita dos samaritanos vive em Nablos e celebra as festas da pascoa, pentecostes, tabernáculos, ano após ano no monte Gerezim.

A Pedra de Rosseta


Dois achados importantes marcaram a história da arqueologia: A pedra de Rosseta e a Inscrição de Behistun. Foram meios importantes para decifrar, sinais e escritos misteriosos, que só uns poucos líderes, descobriram usar mediante grande esforço.

A Pedra de Rosseta: é a chave com a qual, os eruditos decifraram os hieróglifos, e obtiveram um melhor conhecimento da antiga civilização egípcia. Esta pedra era um pilar de granito negro, ovalado na parte superior, uma laje de 114 cm, de altura, 71 de largura, e 28 de espessura. Em sua superfície havia palavras escritas em três línguas, faladas pelos antepassados do vale do Nilo. Uma era o grego, mais as outras eram desconhecidas. Um jovem francês, chamado Jean Champollion, dedicou sua vida toda ao estudo, estudou 23 anos para decifrar as outras línguas. Finalmente em 1822, ele publicou traduções completas da inscrição trilingue colocando lado a lado o demótico, o hieroglífico, e o grego, e comprovou assim que a pedra de Rosseta estava escrita por três línguas usadas pelos faraós, com as quais os arqueólogos do futuro, descobririam inumeráveis tesouros históricos e literários do vale do Nilo, desconhecidos até aquela data.
Um detalhe importante quem encontrou a pedra de Rosseta, foi um dos engenheiros de Napoleão Bonaparte, encontrou a pedra em Rosseta no Egito. Daí vem o nome, a pedra de Rosseta. 

Jesus em breve vem! Ele te ama! Arrependei-vos e credes no evangelho!

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